Bob Ripley (foto) tem em seu
currículo mais de três décadas de pregação cristã, incluindo os 15 em que foi
pastor na grande congregação canadense da Igreja Metropolitana Unida. Ele
também escreveu em jornais por 25 anos artigos sobre religião. No dia 26 de setembro
de 2014 em informou na Ifpress.com que se tornou ateu.
Garantiu não ter nenhuma dúvida. “Comecei esta
jornada fazendo perguntas”, escreveu. “Eu estava descontente com os clichês
banais ou afirmações preguiçosas. A curiosidade é um acelerador incrível da mente.”
Ripley pediu aos fiéis e leitores que não
ficassem chateados com ele. Explicou que tinha de tornar pública a sua
descrença porque é “um defensor apaixonado pela honestidade intelectual".
Tratou-se, disse, de uma mudança com base na razão, na realidade e no amor à
aprendizagem.
Afirmou que em um livro que está lançando no
Canadá explica em detalhes que nos últimos sete anos ponderou muito sobre a
idade e a extensão do cosmos e sobre a simplicidade elegante da evolução da
seleção natural das espécies.
Em contrapartida ele teve de constatar, também,
a crueldade do Deus da Bíblia, o enigma da expiação do pecado pelo sacrifício
de sangue, as discrepâncias nas escrituras, a animosidade do fervor religioso e
a violência e a corrupção da história da Igreja.
Escreveu que não mais acredita em divindade, mas
continua defendendo que nenhum grupo de pessoas é superior ou inferior a
qualquer outro.
“Acho que o que importa não é tanto em que
acreditamos, mas como nos conduzimos por este poucos e frágeis anos de estar
vivo”, escreveu.