sexta-feira, 10 de outubro de 2014

SOMOS NÓS QUE CRIAMOS O MAL/MAU.

ASSIM COMO DEMONSTRADO POR  EINSTEIN QUE MASSA E ENERGIA SÃO OS DOIS LADOS DE UMA MESMA MOEDA, ASSIM TAMBÉM, O BEM E O MAL SEGUIRIAM A MESMA LÓGICA??

Qual o significado para o bem/bom e o mal/mau, ou o quê de fato essas palavras expressam?? Qual seria a origem do bem ou mal?? Essas são questões seculares, se não milenar, motivos de reflexões por filósofos, religiosos e teólogos de várias épocas. Para alguns a resposta está nos Dez Mandamentos; para outros, depende das condições de tempo e lugar.Veremos uma breve síntese das visões dos maiores INTELECTUAIS DOS SEUS TEMPOS QUE FALARAM E PENSARAM SOBRE O ASSUNTO:

Demócrito – a bondade não é uma questão de ação; depende do desejo interior do homem. O homem bom não é o que pratica o bem, mas o que deseja praticá-lo sempre.
Protágoras
 – "O homem é a medida de todas as coisas" è Cada um tem o direito de determinar, por si, o que é o bem e o que é o mal. è CAOSSanto Agostinho – o mal é ausência do bem, da mesma maneira que as trevas são a ausência da luz.
Thomas Hobbes (materialista) – aquilo que agrada ao homem é bom e o que lhe causa dor ou desconforto é ruim.
 Espinosa – o esforço de se preservar é um bem; o que entrava esse esforço é um mal.

Kant – se o agente pratica o ato com boas intenções, respeitando as leis morais, o ato é bom.

(FROST JR., S. E. 
Ensinamentos Básicos dos Grandes Filósofos. São Paulo: Cultrix, ____
par x a dor e sofrimento é necessário para possamos enchegar em Deus o seu salvador e redentor...)



Segundo Platão, a irracionalidade do desejo, sua resistência natural à razão é diretamente associada ao problema do mal. (Fernando Muniz ) 

Então, verifica-se no decorrer dos tempos que a definição Platônica é sutilmente modificada para atender aos propósitos morais do cristianismo. Nesse período, encontramos vários expoentes de grande importância, como Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, entre outros, que, em sua maioria esmagadora, eram defensores do Ser=Bem=Deus e condenadores do Não Ser=Mal=Diabo (Pecado).Agostinho, por exemplo, para resolver o problema paradoxal: Da impossibilidade de ser  Deus a origem do mal, uma vez que isso contraria o princípio da benevolência. Como também, tampouco o mal pode provir de outra entidade deferente de Deus, pois está situação ao efetivar-se, suplantaria o poder divino; uma vez que Deus é onipotente. Diante dessas impossibilidades, Santo Agostinho concebe o mal como privação, ou como movimento em sentido contrário ao Ser, à Criação e à Deus. E logo, segundo ele, sendo alma humana dotada de livre-arbítrio; assim, pode afastar-se do Criador. Então, o mal por está concepção seria a negação a Deus, a Verdade, a Luz ou a retidão.

Porém, essa visão agostiniana podem trazer
sérios problema para um Deus, e longas reflexões para seus idolatras. Pois diante da ausência de um livre-arbítrio, como também, da origem do mal diante de explicações que não precisem de escoras divinas, isto causaria complicados problemas existencial para um Deus. Imagine a situação: sendo o mal fruto do afastamento ou rejeição de Deus pelo homem, isso devido a  imperfeição deste, e sendo o homem criado por Deus, este pelo menos se não criou o mal diretamente, foi ao menos a causa, pois se houvesse feito o homem perfeito, o mal não existiria.

Mais tarde na história , René Descartes, institui o estatuto do Sujeito. E nota-se, aqui, mais uma modificação do conceito Bem e Mal. Tanto a bondade quanto a maldade não mais são procuradas em Deus ou no Diabo. Mas Bem e Mal dependem da racionalização do homem. Avançando alguns séculos na história, surgi a figura de Nietzsche, e este propõe um retorno ao pensamento que encontramos nos pré-socráticos, em que as atitudes eram avaliadas posteriormente a sua execução, e não o contrário. Assim, Bem e Mal podem ser caracterizados como algo circunstancial, ou seja, dois ou mais atos, aparentemente semelhantes, em épocas ou tempos distantes podem receber uma avaliação diferenciada, de acordo com a circunstância do acontecimento. Logo a validade de bem e mal enquanto conceito se sustenta de modo circunstancial. Ou seja, essas expressões não são nada de absoluto ou de universal, e portanto como dizia, Albert Einstein, tudo é relativo...

Então diante do exposto, agora podemos entender e responder perguntas como: Estamos perdendo nossos valores? Ninguém conserva mais as tradições?

Segundo Nietzsche
 a razão tem a condição de nos dirigir de um modo padronizado, seguindo uma máxima universal de comportamento, até ocorre novos acontecimento e darmos novas interpretações para a situação agora deste novo contexto. Então, sendo guiado por sua perspectiva, vamos nos aprofundar e entender as origens do mal e do bem como sendo fruto de adequação social. 



Todas as ideias, atitudes, ações e comportamentos que de certa forma em determinado momento histórico, não são aceitos em prol da harmonia e convivência social, são reprimidos pelo grupo. O que o grupo social vigente entender como aproveitável e sadio para essa convivência, será rotulado como bom, as demais coisas que eles jugarem inconveniente será taxado como mau, logo o mau nada mais é do quer um fruto da adequação social. Foi assim que os grupos sociais primitivos, decidiram o que era ruim ou mau, e o que era bom ou que traria o bem estar social-Thomas Hobbes- ( aquilo que agrada ao homem é bom e o que lhe causa dor ou desconforto é ruim). Depois eles criariam símbolos e identidade para representar o que seria o bem e o mal segundo sua lógica primitiva. Acontece então que para o indevido viver em sintonia em seu grupo, ele precisa reprimir seus instintos, estes que como defendido por Froid se encontra em nosso inconsciente, logo eles antes de externarem de nossas mentes, não tem a noção de bem ou mal, ainda estão sem rótulos. Então, quando ainda crianças, no início do nosso processo de desenvolvimento psicossocial, nossos instintos são reprimidos toda vez que somos orientados para a convivência em harmonia social. E nesse instante como diria o pai da psicanálise que se manifesta em um dado segmento de nossa mente, o superego, alguns sentimentos relacionados diretamente a ele é responsável por nossos sentimentos de constrangimento, vergonha, e culpa, é nele também que são armazenadas todas as informações sociocultural do indevido, assim como, também é o seguimento responsável pelo processamento de informações. Então, os sentimentos (culpa, vergonha, constrangimento e entre outros) estão relacionados com as regras de convivência social, aquelas que foram rotuladas pela sociedade, como boas, será guarda para o bem do grupo, construindo os valores da sociedade, as que foram ruis, serão impugnadas e taxada como sendo do mal, ou maléfico para o grupo social. Então, a simbolização do quer vai ser mal, dependerá da lógica social numa determinada época histórica, assim o mal ou o bem, vai assumir as mais diversas interpretações, ou variadas representações numa determinada sociedade. Assim cada cultura diferente traz uma visão simbólica para o que seria o mau, e para o que seria o bem. Tudo que for relativo ao mal social será reprimido no superego, então de certa forma o superego atua lhe moldando para a vida em sociedade, contudo vai ser o seu ego ( outro seguimento mental ) que vai tomar as decisões baseando na quantificação de tais sentimentos que serão acionados no momento expressão ou externação do extintos. Portanto, concluímos assim como Nietzsche que se moral é uma conduta tido como benéfica para vivencia em
Grupos 
sociais,
e se valor é a positividade ou estimação de uma conduta 

moralmente aceita pela sociedade, então/ou seja, o mau nada 

mais é que o fruto da adequação social!! Portanto, isso nos leva a seguinte reflexão: Se não culpamos um

Deus para origem do mal, então porque motivos também a atribuiríamos para a origem do bem a um Deus??





                    

Nenhum comentário:

Postar um comentário