ASSIM COMO DEMONSTRADO POR EINSTEIN QUE MASSA E ENERGIA SÃO OS DOIS LADOS DE UMA MESMA MOEDA, ASSIM TAMBÉM, O BEM E O MAL SEGUIRIAM A MESMA LÓGICA??
Qual o significado para o bem/bom e o mal/mau, ou o quê de fato essas palavras expressam?? Qual seria a origem do bem ou mal?? Essas são questões seculares, se não milenar, motivos de reflexões por filósofos, religiosos e teólogos de várias épocas. Para alguns a resposta está nos Dez Mandamentos; para outros, depende das condições de tempo e lugar.Veremos uma breve síntese das visões dos maiores INTELECTUAIS DOS SEUS TEMPOS QUE FALARAM E PENSARAM SOBRE O ASSUNTO:
Demócrito – a bondade não é uma questão de ação; depende do desejo interior do homem. O homem bom não é o que pratica o bem, mas o que deseja praticá-lo sempre.
Protágoras – "O homem é a medida de todas as coisas" è Cada um tem o direito de determinar, por si, o que é o bem e o que é o mal. è CAOSSanto Agostinho – o mal é ausência do bem, da mesma maneira que as trevas são a ausência da luz.
Thomas Hobbes (materialista) – aquilo que agrada ao homem é bom e o que lhe causa dor ou desconforto é ruim.
Espinosa – o esforço de se preservar é um bem; o que entrava esse esforço é um mal.
Kant – se o agente pratica o ato com boas intenções, respeitando as leis morais, o ato é bom.
(FROST JR., S. E. Ensinamentos Básicos dos Grandes Filósofos. São Paulo: Cultrix, ____
par x a dor e sofrimento é necessário para possamos enchegar em Deus o seu salvador e redentor...)
Segundo Platão, a irracionalidade do desejo, sua resistência natural à razão é diretamente associada ao problema do mal. (Fernando Muniz )
Então, verifica-se no decorrer dos tempos que a definição Platônica é sutilmente modificada para atender aos propósitos morais do cristianismo. Nesse período, encontramos vários expoentes de grande importância, como Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, entre outros, que, em sua maioria esmagadora, eram defensores do Ser=Bem=Deus e condenadores do Não Ser=Mal=Diabo (Pecado).Agostinho, por exemplo, para resolver o problema paradoxal: Da impossibilidade de ser Deus a origem do mal, uma vez que isso contraria o princípio da benevolência. Como também, tampouco o mal pode provir de outra entidade deferente de Deus, pois está situação ao efetivar-se, suplantaria o poder divino; uma vez que Deus é onipotente. Diante dessas impossibilidades, Santo Agostinho concebe o mal como privação, ou como movimento em sentido contrário ao Ser, à Criação e à Deus. E logo, segundo ele, sendo alma humana dotada de livre-arbítrio; assim, pode afastar-se do Criador. Então, o mal por está concepção seria a negação a Deus, a Verdade, a Luz ou a retidão.
Porém, essa visão agostiniana podem trazer
sérios problema para um Deus, e longas reflexões para seus idolatras. Pois diante da ausência de um livre-arbítrio, como também, da origem do mal diante de explicações que não precisem de escoras divinas, isto causaria complicados problemas existencial para um Deus. Imagine a situação: sendo o mal fruto do afastamento ou rejeição de Deus pelo homem, isso devido a imperfeição deste, e sendo o homem criado por Deus, este pelo menos se não criou o mal diretamente, foi ao menos a causa, pois se houvesse feito o homem perfeito, o mal não existiria.
Mais tarde na história , René Descartes, institui o estatuto do Sujeito. E nota-se, aqui, mais uma modificação do conceito Bem e Mal. Tanto a bondade quanto a maldade não mais são procuradas em Deus ou no Diabo. Mas Bem e Mal dependem da racionalização do homem. Avançando alguns séculos na história, surgi a figura de Nietzsche, e este propõe um retorno ao pensamento que encontramos nos pré-socráticos, em que as atitudes eram avaliadas posteriormente a sua execução, e não o contrário. Assim, Bem e Mal podem ser caracterizados como algo circunstancial, ou seja, dois ou mais atos, aparentemente semelhantes, em épocas ou tempos distantes podem receber uma avaliação diferenciada, de acordo com a circunstância do acontecimento. Logo a validade de bem e mal enquanto conceito se sustenta de modo circunstancial. Ou seja, essas expressões não são nada de absoluto ou de universal, e portanto como dizia, Albert Einstein, tudo é relativo...Kant – se o agente pratica o ato com boas intenções, respeitando as leis morais, o ato é bom.
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