Vamos apenas relembrar o que é livre arbítrio: Segundo o dicionário Aurélio significa, escolha ou vontade livre, logo para ser livre ñ pode existir influencias, nem tão pouco, condicionantes em uma determinada escolha.
1- Entendo porque o livre arbítrio bíblico dificilmente se
aplica no nosso mundo real. Com relação ao nosso mundo real, o livre arbítrio
bíblico, dificilmente se aplica, pois nossas escolhas ou decisões são
constantemente influenciadas. Isso devido sermos seres sócias, somos produto de
interação social, a todo momento estamos nos corrigindo para nos adequar num
determinado padrão imposta pelo o grupo. Logo, minhas escolhas e decisões, tem
que estar condicionadas a prévios padrões de conduta social. Vou citar um
exemplo bem simples desse fato: Ronaldo Cruz quando decidiu ser adepto do
cristianismo, certamente ñ teve uma escolha livre (ou 100% livre), face que
nasci em um país de maioria cristã, e provavelmente em lar também cristã, isso
implicou diretamente em minha decisão (a ñ ser que eu fosse adepto do Calvinismo).
Diante disso, conclui-se que se eu nascesse na Índia, minha probabilidade de se
tornar um cristão seria bem menor ou quase nada, em relação a minha probabilidade
em se tornar cristão aqui no Brasil.
2- Porque ele também ñ existi numa versão bíblica? Bom,
minhas decisões relacionada a retidão bíblica são totalmente influenciadas,
devido ñ só pelo fato do princípio da onisciência, como também, pela punição
prevista na bíblia. Por exemplo, digamos que hoje avistei uma tremenda de uma
gostosa
na faculdade, e suas “curvas” ñ me saíram da mente, e mesmo eu sendo “aquele
religioso exemplar”, quando eu estava pronto para dormir veio “sem querer” aquela
linda imagem da gostosa, pensei logo numa...(masturbada), só quer também veio
logo em mente, pô...Deus estar vendo, que droga..., nem no meu quarto tenho
privacidade!!Diante de estar sendo visto, desistir do ato. Então, minha decisão
ñ foi uma decisão livre, o princípio da onisciência influencio na minha
escolha, mais mesmo assim eu poderia ignorar a ciência de Deus mediante tal
fato, e dá continuidade ao pecado, porém, por fim o medo da punição determinou
na minha escolha final, logo ñ houve livre escolha, uma vez que ela estava
condicionada a determinantes e influências externas. Então se essa foi uma
escolha livre, devemos urgentemente modificar o conceito de livre.
3- A ideia de um livre arbítrio se contra põe ao fenômeno do
milagre ou da intervenção divina na vida a alheia, pelo mesmo fato da
explicação anterior, pois escolha ou decisão livre ñ pode ter influencias, ou
determinantes condicionadas por motivação externas. Como sabemos nossas
decisões se
concretiza través de nossas ações, e estas geram consequências
sejam benéficas ou maléficas para o indevido segundo a sua escolha. Logo, em
uma decisão livre ñ poderia existir interferências nas suas consequências, para
que ñ se pudesse existir influencias futuras em suas próximas escolhas.
Exemplo: O indevido ñ realiza a manutenção da merda do carro dele, ai antes de
entrar em uma encurva, ele aciona o freio, mais para a desgraça do infeliz o
mesmo ñ funciona, o indevido na tentativa de realizar a manobra acaba por
invadir a mão contrária e atropela um motoqueiro, e logo em seguindo o
desgraçado ainda capota com a merda do carro dele. No final da história o
motoqueiro morre e o infeliz sobrevive, Sim, só que a família do indevido é
toda religiosa e ele acabara de sair dos “ caminhos do senhor” . Logo, a
família do indevido diz: Isso foi uma lição ou aviso para vc voltar para
igreja, e o desgraçado encontra partida diz: Que livramento Deus me deu!!
Interessante, só ele foi merecedor de ter sua vida poupada, mas a vida do
motoqueiro Deus ignorou (totalmente contra censo. Só lembrando que isso foi uma
história verídica)
Bom se for para citar aqui os exemplos, passaremos um dia e
uma noite e ñ seria o suficiente para relatar as interferências segundos os
religiosos. Acontece que essa intervenção é também comprovada através de Ezequiel (17.24).
E mais uma vez ratificando, tal situação é totalmente contrária ao livre
arbítrio. Diante
desses argumentos, conclui-se que de fato o livre arbítrio bíblico ñ existe, ele só existi em um mundo idealizado, mas nunca nosso mundo real.


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